Crítica | Jane Eyre

Jane Eyre é um filme britânico de drama romântico dirigido por Cary Fukunaga e estrelado por Mia Wasikowska e Michael Fassbender. O roteiro é de Moira Buffini, baseado no romance de mesmo nome da autora Charlotte Brontë. O filme foi lançado no dia 11 de março de 2011 nos Estados Unidos e está disponível no catálogo da Netflix.

Ambientado na Inglaterra Vitoriana, o filme vai contar a história de Jane Erye, um jovem órfã que sofre desde muito nova com uma tia cruel. E para piorar ela acaba sendo enviada para um colégio interno rigoroso onde teve uma infância difícil e triste.

Anos depois, quando tem idade suficiente, Jane vai trabalhar como governanta em uma mansão, seu patrão Edward Fairfax Rochester é um tanto misterioso e às vezes um pouco rude, seus empregados sempre mantêm uma distancia razoável para não enfurecer o homem, mas com Jane Erye é diferente, ela causa sentimentos de amor e esperança no Edward. Não poderia ser diferente, a jovem tem carisma, inocência e é protetora. Mesmo sobre todos os alertas que de Jane poderia se machucar, ela e Edward iniciam um romance. Mas os segredos do passado de Rochester podem colocar em risco para sempre o amor entre eles. 

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O filme tem um toque melodramático por se tratar de um romance com tragédias, um amor forte e um passado triste dos protagonistas. É a combinação perfeita para alcançar qualquer publico. Jane é uma mulher forte, símbolo de luta pelos direitos das mulheres, mas o foco estava no romance.

O cenário tem um tom sombrio, algumas cenas são gravadas na penumbra criando um clima de mistérios e incertezas. Na mansão, os moradores têm atitudes suspeitas, e tudo isso percebemos pelo ponto de vista de Jane Eyre, pouco ficamos sabemos sobre o que acontece dentro da mansão.

Mia Wasikowska interpretou uma Jane Eyre madura, logo se identificamos com a personagem. A atriz se saiu muito bem no papel escalado. Mas confesso que foi Michael Fassbender como Edward Rochester que me encantou, um misto de amor e rebeldia emanava do personagem dele, fazendo o ator se destacar na trama.

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Um fato que merece ser ressaltado é o figurino. Teve uma excelente reconstituição da época em que o filme se passa, os detalhes e cada acessório são notáveis, os costumes e posturas dos personagens também não passa despercebido, criando assim o cenário perfeito para um filme de romance de época.

Em suma, afirmo que Jane Eyre é um bom filme, me agradou em muitos momentos, ainda que eu ache que faltou um pouco mais de emoção dos personagens. Entretanto ressalto que vale a pena assistir, um romance forte, vida sofrida de Jane e um passado trágico de Edward, faz qualquer expectador adorar a história.

Título: Jane Eyre
Direção: Cary Fukunaga
Duração: 120 minutos
Classificação: 4,5/5 

 

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3 comentários sobre “Crítica | Jane Eyre

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