[RESENHA] Estação Onze – Emily St. John Mandel

estacao-onzeTítulo: Estação Onze
Autora: Emily St. John Mandel
Editora: Intrínseca
Páginas: 320
Classificação: 4/5
Adicione: Skoob
Compre: AmazonSaraiva Submarino

Certa noite, o famoso ator Arthur Leander tem um ataque cardíaco no palco, durante a apresentação de Rei Lear. Jeevan Chaudhary, um paparazzo com treinamento em primeiros socorros, está na plateia e vai em seu auxílio. A atriz mirim Kirsten Raymonde observa horrorizada a tentativa de ressuscitação cardiopulmonar enquanto as cortinas se fecham, mas o ator já está morto. Nessa mesma noite, enquanto Jeevan volta para casa, uma terrível gripe começa a se espalhar. Os hospitais estão lotados, e pela janela do apartamento em que se refugiou com o irmão, Jeevan vê os carros bloquearem a estrada, tiros serem disparados e a vida se desintegrar. Quase vinte anos depois, Kirsten é uma atriz na Sinfonia Itinerante. Com a pequena trupe de artistas, ela viaja pelos assentamentos do mundo pós-calamidade, apresentando peças de Shakespeare e números musicais para as comunidades de sobreviventes. Abarcando décadas, a narrativa vai e volta no tempo para descrever a vida antes e depois da pandemia. Enquanto Arthur se apaixona e desapaixona, enquanto Jeevan ouve os locutores dizerem boa-noite pela última vez e enquanto Kirsten é enredada por um suposto profeta, as reviravoltas do destino conectarão todos eles. Impressionante, único e comovente, Estação Onze reflete sobre arte, fama e efemeridade, e sobre como os relacionamentos nos ajudam a superar tudo, até mesmo o fim do mundo.

Sobreviver não é o suficiente.

Estação Onze é obra da autora Emily St. John Mandel que tem a temática pós-apocalíptica e vai contar detalhadamente a história sobre o fim da civilização. Um vírus letal e altamente contagioso surge na República da Geórgia, um pequeno país que faz fronteira com a Rússia e a Ásia, em razão disso o vírus fica conhecido como a “Gripe da Geórgia”. Em apenas um dia os outros continentes são afetados pelo fato de transmitir a doença para os passageiros dos aviões e em pouco tempo a “Gripe da Geórgia” mata 99% da população mundial. Mas isso é só o começo.

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Os sobreviventes ao longo dos anos entraram em conflito, há aqueles que aceitam o fato que é necessário seguir em frente e adaptar-se e há quem acredita que o vírus surgiu por se tratar de um castigo divino e que estavam predestinados a morrer. Esses religiosos eram os sobreviventes mais perigosos, pois queriam impor aos outros, aquilo que eles acreditavam, andavam armados e machucava as pessoas.

Vinte anos após a calamidade, que quase dizimou a humanidade da face da terra, um grupo de atores e músicos percorre as comunidades remanescentes apresentando peças de Shakespeare denominado de Sinfonia Itinerante. No mundo pós-apocalipse eles enfrentaram diversos problemas, Kirsten uma sobrevivente da Gripe da Geórgia quando tinha apenas oito anos faz parte do grupo de atores, ela é uma das principais protagonista da história, acompanhamos de perto o começo do fim da civilização.

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 Ninguém se acha que é horrível, mesmo as pessoas que são horríveis de fato. É uma espécie de mecanismo de sobrevivência. 

Estação Onze me ganhou nas primeiras paginas, tratando-se de uma distopia futurística onde Shakespeare serve como base da história não é algo comum de se encontrar nos livros do gênero. Além do mais, a trama se foca na humanidade, Emily St. John Mandel foi bem realista em minha percepção, a autora falou de uma epidemia de gripe que acabou com a população mundial, não abordou temas de fantasias que costumamos a ver por aí, como zumbis e vampiros para prender a atenção do leitor, mas sim a luta de humanos contra humanos para sobreviver.

O mais fantástico nesse livro é que uma nova era se inicia, no livro é relatado o mundo moderno onde ar-condicionado e iPhones é natural, mas no mundo pós-catastrofe a energia elétrica, o esgotamento sanitário, água canalizada são sonhos de uma geração mais nova que não viveu no mundo moderno, mas que as pessoas mais velhas contam com a esperança de viver nesse mundo novamente.

A história é contada de forma fragmentada, usando vários personagens, que inicialmente não parecem ter algo em comum. Toda a narrativa se desenvolve ao redor de um personagem central, Arthur Leander, um ator muito famoso que morreu de infarto durante a apresentação de uma peça de teatro e dias após a Gripe da Geórgia ataca a população. É incrível como a autora encaixou a história de cada personagem ao Arthur. Emily não segue uma cronologia linear, ela vai e volta no presente e passado de forma aleatória, o que torna a trama mais intrigante.

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Em suma, o livro é perfeito para quem gosta do gênero, existe algo inovador nesse enredo que faz com que fiquemos presos na leitura, o final da história posso dizer que é satisfatório, não era algo que eu esperava, pois eu acreditava em uma conclusão mais elaborada, entretanto eu entendi a jogada a autora na página final e isso me satisfez, por isso indico muito a leitura desse livro.

Melhor Quote:
 — O problema deste mundo novo (…) é que ele sofre de uma terrível carência de elegância.

Primeira frase:
 O rei estava de pé numa poça de luz azul, à deriva. ❞

Última Frase:
 (…) lá onde os olhos não alcançam. ❞

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6 comentários sobre “[RESENHA] Estação Onze – Emily St. John Mandel

  1. Oi Leisiane, sua linda, tudo bem?
    Nossa, imagine a situação de quase todo mundo estar morto, você sobreviver junto com poucos e ainda ter um grupo religioso armado e pior, pareciam que eles estavam se denominando o instrumento desse castigo. A impressão que eu tive é que eles a qualquer momento iriam matar os que restaram com esse argumento divino. Adoro distopias e quando o autor intercala presente e passado, acho que dá mais agilidade à trama e nos deixa mais nervosos, risos… Já vi que irei gostar muito desse livro, sua resenha ficou ótima!!!
    beijinhos.
    cila.
    http://cantinhoparaleitura.blogspot.com.br/

    Curtido por 1 pessoa

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