Crítica | O Mínimo para Viver – Anorexia é tema do novo filme da Netflix

o minimo para viverTitulo: O Mínimo para Viver (To the Bone)
Produção: Netflix
Direção: Marti Noxon
Gênero: Drama
Ano: 2017
Duração: 1hr e 7min
Classificação: 5/5 

Uma jovem (Lily Collins) está lidando com um problema que afeta muitos jovens no mundo: a anorexia. Sem perspectivas de se livrar da doença e ter uma vida feliz e saudável, a moça passa os dias sem esperança. Porém, quando ela encontra um médico (Keanu Reeves) não convencional que a desafia a enfrentar sua condição e abraçar a vida, tudo pode mudar.

A Netflix adicionou a plataforma sua nova produção, O Mínimo para Viver, protagonizado por Lily Collins. O filme tem como foco a Anorexia, algo que muitos veem como “fácil de resolver”. A trama eleva os questionamentos dos telespectadores e ainda causa desconfortos com cenas chocantes.

A Anorexia é um distúrbio alimentar que provoca uma perda de peso acima do que é considerado saudável para a idade e altura. Pessoas com anorexia podem ter um medo intenso de ganhar peso, mesmo quando estão abaixo do peso normal. Elas podem abusar de dietas ou exercícios, ou usar outros métodos para emagrecer. E isso tudo pode levar a morte.

Ellen (Lily Collins) é uma jovem de vinte anos que sofre com a anorexia, já foi internada quatro vezes e nenhum tratamento a ajudou se recuperar. Ellen vem de uma família desestruturada, quando tinha treze anos, seus pais se separam e sua mãe se amigou com outra mulher, seu pai se casou novamente e se tornou muito ausente na vida da filha, ao contrario da madrasta que aparenta amar muito Ellen, mas seus excessos em tentar ajuda-la acabam afligindo a garota. Com certo esforço, a madrasta, Susam, consegue uma vaga em uma clinica pouco convencional dirigida pelo Dr. Willian Beckham, lá Ellen é bem acolhida pelas pessoas que enfrenta o mesmo problema que ela, entretanto, se nega receber o tratamento, Ellen faz abdominais exagerados, que causaram lesões em sua coluna, usa roupas largas e sempre está afirmando “eu estou no controle” e “eu não me sinto tão doente”.

O Mínimo para Viver foi um filme que me tocou profundamente, as cenas de Ellen quase nua para mostrar seu corpo esquelético chocam o telespectador, além de outros dramas inseridos na trama para mostrar o quanto a anorexia pode transformar uma pessoa em um cadáver. O filme toca no ponto central da doença, para quem está de fora, é fácil imaginar a solução que é “comer”, inclusive uma das cenas do filme, a meia-irmã de Ellen fala “basta comer”, mas não é assim que funciona a anorexia, e o enredo foi muito bem produzido para dar as pessoas o entendimento necessário de que essa doença vai além da ausência de comida.

Um fato que vale ressaltar, é que o ambiente familiar não foi à causa de Ellen ter anorexia, segundo o médico do filme, existe outros fatores que a levou ter essa doença. Só que já sofreu com a anorexia, sabe o desconforto que ela trás, a atriz Lily Collins sofreu com distúrbios alimentares quando ela era mais nova. Em uma entrevista Lily Collins disse:

“Acho que pelo jeito com que [a história] foi escrita e contada é uma maneira que só pode ser contada por alguém que realmente tenha passado por isso, porque há um senso de humor estranho usado por nós… o que faz com que [a situação] não seja tão pesada, na falta de outra palavra”.

o minimo para viver 2

Ellen foi o foco do filme o tempo todo, o filme já começa com ela em tratamento em outra clinica, sendo irônica com outras garotas e não se dando conta do tamanho do problema que ela enfrenta. Isso serve de lição para chamar atenção dos amigos e familiares para que o problema exista e precisa ser tratado, não é dizer “basta comer”, ou pensar “um dia ela vai sarar”, Ellen foi ao fundo do poço, e quando chega lá é difícil sair.  Para interpretar o papel de Ellen, Lily Collins precisou perder peso fazendo uma dieta extremamente restrita, e ainda recebeu elogios por isso, contou a atriz para à The Edit:

 “Eu estava saindo de casa esses dias e uma mulher que conheço há muito tempo, da idade da minha mãe, olhou para mim e disse ‘Uau, olhe para você!’. Eu tentei explicar que estava emagrecendo para um papel e ela disse ‘Não! Eu quero saber o que você está fazendo, você está ótima!’. Depois disso, entrei no carro da minha mãe e disse ‘É por isso que esse problema existe”.

Em suma, O Mínimo para Viver é um filme que serve para alertar as pessoas do perigo que a anorexia trás, você fazer uma dieta forçada, contar calorias, não se aceitar, se sentir gorda(o) o tempo todo e pior, fazer uso de medicamentos para perca de peso, é um sinal que você precisa de ajuda profissional, seja uma nutricionista ou um médico especialista, com o tempo o sintomas são agravados e simplesmente você para de comer por medo de engordar, e o pior, você não se sentirá feliz. O filme é um alerta também para todos reconhecerem o problema, vale a pena assistir. Caso não seja suficiente, busque se informar mais sobre a doença, isso não é algo para ser deixado de lado.

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7 comentários sobre “Crítica | O Mínimo para Viver – Anorexia é tema do novo filme da Netflix

  1. Inusitadamente, numa terça feira a noite, graças a insonia mutua (e com a ajudinha da tecnologia) fizemos a noite de filme das gêmeas! E como foi bom dividir esse enredo c vc…comentar, sofrer, sentir a emoção do drama da protagonista, tudo juntas! Eu adorei..pra ser perfeito me faltou a pipoca hahahhha
    Esse filme, aos meus olhos, trouxe um grande alerta. Alerta pra um problema tão comum e que gera tantas mortes… Eu não me filio a vertente que condena a exibição e sim da que acredita que ela gera diálogo, choca e ao mesmo tempo mostra a realidade brutal que muitos jovens não conseguem enxergar em si mesmos.
    Claro que todo tipo de mídia pode ser utilizado de forma errada…..pode ser gatilho…pode ensinar a agir daquela forma… mas realmente do jeito como foi produzido não acredito que possa fazer tanto mal, mesmo pq o filme mostrou q esse disturbio vem de uma soma de fatores e não de nada isolado.
    Os personagens são carismáticos, diferentes e a atuação foi impecável!
    Parabéns pela sua abordagem, pela linda resenha…. Obrigada por assistir e dividir isso cmg!
    Beijinhos :*

    Curtido por 1 pessoa

    • Oii amigaa!!
      Foi bom assistir esse filme com vc!!
      E nossa, QUE FILME!!
      Foi bom entender a proposta que ele trouxe sobre um assunto tão delicado que tem afetado as meninas.
      Adorei compartilhar esse momento com vc!
      Beijinhos!

      Curtir

  2. Leisi,
    Preciso me preparar emocionalmente para assistir esse filme haha por isso estou adiando. E preciso ver o Keanu =x
    Fiquei chocada quando li parte dessa entrevista que a Lily deu comentando da moça que queria o corpo. As pessoas perdem a noção das coisas. =/

    tenha um ótimo final de semana =D
    Nana – Canto Cultzíneo

    Curtido por 1 pessoa

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